quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Reuniões


quarta-feira, 27 de julho de 2011

Independência e Floresta têm como mote qualidade de vida e resgate histórico

Um bairro com qualidade de vida e desenvolvimento, preservando a história e a cultura é o mote para a Independência. Já qualidade de vida, inclusão, cidadania e responsabilidade social são desejos do bairro Floresta. Lideranças e moradores da região estiveram reunidos nesta quarta-feira, 27, no Museu de História da Medicina, na avenida Independência, 270, em reunião moderada do 5º Congresso da Cidade.
Como características similares, ambos possuem associações de moradores e diversas entidades envolvidas na promoção de atividades culturais, sociais e artísticas. Os dois bairros também enfrentam desafios comuns, como trânsito, segurança pública, depredações e problemas de mobilidade urbana.
Entre as ações necessárias para o futuro, foi definida pelos participantes a necessidade de ações voltadas à mobilidade urbana, tendo em vista que tratam-se de bairros de passagem, com fluxo de veículos em direção ao centro da cidade, grande número de idosos e pacientes que precisam acessar os diversos hospitais da região. Também foi proposta a criação de um comitê de segurança dos bairros para tratar junto às autoridades de questões relativas à segurança, envolvendo drogadição, moradores de rua e prostituição. No caso do desenvolvimento econômico, foi levantado o desejo de reativação do comércio local de rua, como feiras e mercados, a exemplo das atividades tradicionais dos bairros. A questão cultural, com resgate do papel histórico e cultural dos dois bairros para a cidade também foi destacada.
Na avaliação do presidente da Associação de Moradores e Amigos da Independência (Amabi), Diônio Kotz, a comunidade é muito atuante e já tem se reunido para discutir projetos para o futuro da região, com resgate histórico e cultural. Porém, é preciso mais aproximação entre os diversos setores para articular ações e manutenção de conquistas do bairro. Para Rodinei Taylor Cezimbra, morador da Floresta e conselheiro do OP da temática do desenvolvimento econômico, tributação e turismo, é importante a participação de cada cidadão no projeto de planejamento do futuro.
Um comitê de mobilização dos bairros foi formado e deverá se reunir no dia 22 de agosto, as 14h, em local a ser definido.
Foto Luciano Lanes/PMPA
Postado por angela bortolotto às 14:55

http://vcongressodacidade.blogspot.com/2011/07/independencia-e-floresta-tem-como-mote.html

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Placa volta à Rua Gonçalo de Carvalho





7 de junho de 2011 Categor Paulo Renato Rodrigues

A simbologia do Dia Mundial do Meio Ambiente, em 5 de junho, foi o motivo para a colocação da nova placa alusiva à distinção da Rua Gonçalo de Carvalho como patrimônio histórico, cultural, ambiental e ecológico de Porto Alegre. A placa original, descerrada em 5 de junho de 2007, em solenidade onde esteve presente o então prefeito José Fogaça, foi furtada em março de 2008.

A solenidade da manhã do domingo último, a exemplo da vez anterior também coordenada pelas entidades Amigos da Gonçalo de Carvalho e Associação dos Moradores do Bairro Independência, teve as presenças do presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado Adão Villaverde (que inclusive é morador da rua), da presidente da Câmara de Vereadores da Capital, Sofia Cavedon, do secretário municipal de Meio Ambiente, Luiz Fernando Záchia, e do vereador Beto Moesch. Foi durante a gestão de Moesch na secretaria municipal do Meio Ambiente que foi assinado o decreto conferindo à rua o status de área de uso especial. O texto estabelece a manutenção das características locais, o que inclui preservação das dezenas de árvores tipuanas, plantadas em 1937, e a manutenção do calçamento da via, feita de paralelepípedos de granito róseo.





Para César Cardia, um dos líderes do movimento e criador da arte da placa em acrílico (inspirada no modelo das placas portuguesas existentes na cidade do Porto ), a luta agora é pela transformação do decreto em lei municipal, dando maior segurança e proteção à Gonçalo de Carvalho, considerada pelo site português A Sombra Verde como “a rua mais bonita do mundo”. Cardia destacou que está virando rotina o aparecimento de pessoas do mundo inteiro que vêm a Porto Alegre e que desejam conhecer essa rua.

- Pena que o ônibus turístico da prefeitura ainda não a incluiu no trajeto- finalizou Cardia.




Moradores da Independência pedem passagem
10 de junho de 2011 Marilia Costa Cardoso
No último questionário feito aos moradores da Avenida Independência e adjacências sobre suas preocupações e prioridades, a resposta da maioria surpreendeu: a prioridade é segurança no trânsito. Os problemas de trânsito, acessibilidade e policiamento são os assuntos que mais preocupam os cidadãos da Independência. Aparentemente, a cidade não é mais para as pessoas, é para os veículos das pessoas. Foi assim que muitos se pronunciaram.

Essa desilusão com o trânsito, nesta via, foi geral, principalmente com as normas e mudanças que deveriam proteger o pedestre, mas só resolvem os problemas do transporte coletivo e de particulares. Essas mudanças têm de obedecer às leis de trânsito que regem o tráfego de veículos motorizados, não motorizados, pedestres e animais. Elas não podem ser manipuladas ou realizadas com improvisações. Elas devem ser organizadas com conhecimentos de física, matemática e simulações aplicadas ao fluxo de tráfego e respeito ao motorista e ao pedestre.

Ao pensarmos no trânsito de uma cidade, deveremos pensar em um grande tabuleiro, como um tabuleiro de jogo, onde existem regras que precisam ser respeitadas, e peças desse jogo, onde cada uma deve fazer seu papel. Poderíamos pensar num jogo de xadrez, onde os peões são os mais solicitados e mais trocam de lugar. Quem somos nós neste jogo?
Somos exatamente esses peões, porque sendo os que mais circulam, mais devem ser observados. Os carros poderiam ser os bispos que têm sua rota restrita e sempre avançando, exatamente para não haver congestionamentos. Os reizinhos em suas torres de proteção pouco fazem, mas são os que decidem o jogo.

Não estamos tentando nenhum cheque-mate, mas para que tudo funcione com harmonia e respeito, os responsáveis tem de saber planejar, trabalhar e executar o certo. Mas isto, às vezes, não acontece, pois não se olha o jogo como um todo. Tenta-se mexer em algumas situações e todo o jogo se enrola do peão ao rei. O jogo e o trânsito devem primar pelo estudo e pela organização

Há coisas que devem funcionar com a precisão de um jogador: sinaleiras, faixas preferencial para pedestre, sinais e avisos. Estas situações têm de ser precisas, gerais e de conhecimento de todos. Não precisam criar campanhas, basta explicar com clareza as regras e normas vigentes e fiscalizar para que sejam de fato cumpridas.
Só bom senso às vezes não adianta. Proibir que carros façam certas conversões em algumas esquinas, sem colocar uma alternativa razoável, fará com que os carros não obedeçam. Como no caso dos cruzamentos da Protásio Alves com a Ramiro Barcelos e da Independência com a Garibaldi, onde as conversões, mesmo sendo proibidas e sinalizadas, continuam a acontecer colocando a vida dos pedestres em risco. Para determinar novas regras no jogo, todos precisam ser consultados, ouvidos, para depois se tomar uma decisão.

E as faixas “zebradas” que dizem ser preferencial de pedestre, salvo algumas faixas de segurança acompanhadas de um semáforo, qual é a regra para este jogo? Aí, o que vale é o semáforo. E no caso da Rua Santo Antônio, junto à Independência? Como pergunta o senhor Leônidas: “quando vão colocar uma sinaleira para pedestres aqui na esquina da Santo Antônio? Quando alguém for atropelado?” E este senhor pensa como todos que usam esse cruzamento: “qual minha vez de passar?”E como ficam os que necessitam usar muletas e cadeiras de rodas? Quando será a vez deles passarem? Assim como está eles não têm preferência.

Pensem com ele: Em todas as passagens da Independência na esquina da Rua Santo Antônio há faixas “zebradas”. Preferencial para pedestre? Errado, pois existem sinaleiras. Bem, na Santo Antônio, à direita, no sentido Centro/bairro, não existe sinaleira para pedestre, então posso passar? Errado, pois os carros que vêm pela a Independência dobram livremente. Então, qual a regra do jogo? Mesmo com faixa preferencial, se a sinaleira estiver aberta para veículos da Rua Santo Antônio, a prioridade é deles, dos carros. Se a sinaleira estiver liberada para o fluxo na Independência, os carros podem dobrar à direita, se pararem, os outros buzinam furiosos. Muitos aceleram e poucos, muito poucos, param. Para atravessar nesta esquina, tudo é arriscado. Para os carros que param, perigo, pois o de trás pode não parar. Para os que tentam atravessar, só correndo, os que podem correr. E para os que dependem de cadeiras de rodas, muletas, idosos, doentes e crianças, quando devem atravessar com segurança?

As regras não são claras, e o jogador nunca será o vencedor.

Não se trata só de respeitar a faixa para o pedestre, - uma imposição da Lei -, mas de respeitar o pedestre principalmente na faixa.

" o direito de andar, de ir e vir, previsto em todas as constituições...é o mais humilde e o mais desprezado de todos os direitos do homem".

“Com licença: queremos passar.”(Carlos Drummond de Andrade)

Foto: Genaro Joner, BD, 07/12/2007






Já estamos em 2011...

Em 2008 começamos a luta pela revitalização da Independência, de lá até aqui, foram tempos de virar a terra, adubar, plantar... E plantar... Foram tempos de roedores tentando atacar nossas raízes, de insetos colocando suas larvas, foram tempos difíceis... Parecia que havia me esgotado, mas sou cabra... E por mais que fique tonta e tenha vertigens, com o medo das alturas, tento de novo e tento subir mais um pouco...
Volto aos poucos nesta luta, volto a batalhar pela revitalização da Independência, se não for possível conseguir tudo agora, vamos tentar com coisas pequenas. Um dia tudo será revitalizado e poderemos voltar “para casa” , descansar, olhar por nossas janelas , admirar a bela Avenida, pássaros cantando e sentir o aroma de flores nos jardins e praças . Assim teremos certeza...

Finalmente a Independência sorriu..!!

segunda-feira, 26 de julho de 2010


Mudanças na Garibaldi e na Santo Antônio?
21 de junho de 2010
Por Marília Costa Cardoso

Passando pela Osvaldo Aranha, fui surpreendida com o canteiro central cortado na altura da Rua Santo Antônio. Ao me comunicar com algumas pessoas, fiquei sabendo o que está havendo: para a reforma no Túnel da Conceição, que começa nos próximos meses, as ruas Garibaldi e Santo Antônio terão a mão invertida. A Avenida Setembrina, que passa junto ao Instituto de Educação, terá ligação com a Garibaldi, e a Ramiro Barcelos será aberta na altura da Protásio Alves.

Algumas perguntas ficam no ar:

A Garibaldi é a única rua que vem desde a rodoviária e, se trocada a mão desta via, qual será o caminho para sair da rodoviária, já que a Rua Santo Antônio termina na Farrapos, portanto não vai até a estação de ônibus?

E mais, aberta em direção a Garibaldi, a Avenida Setembrina vai mandar mais alguns carros para a Independência.

Como a Cristóvão Colombo só tem mão para o Centro, estes carros que vêm pela Setembrina terão que optar ou pela Independência ou ir até a Farrapos (as duas vias congestionadas nos mesmos horários) .

E a André Puente e Gonçalo de Carvalho vão “mandar” mais veículos em direção à Rua Santo Antônio e, logicamente, para a Avenida Independência?

O Shopping Total: mais carros pela Santo Antônio?

E a famosa abertura da Rua Tiradentes em direção à Rua Ramiro Barcelos?

Vai ser colocada uma sinaleira neste cruzamento? Com todo aquele declive na Ramiro, os carros vão parar?

E abrindo junto à Protásio , mais carros pela Ramiro?

E tem mais os carros que vêm da Rua 24 de Outubro, que também vão ter que descer pela Ramiro. Estas trocas vão amenizar os congestionamentos?

Agora, não seria hora de pensar em reorganizar o estacionamento nas ruas centrais de Porto Alegre e adjacências, colocando horários (bem fiscalizados) para tráfego de caminhões, distribuição de bebidas e mercadorias e recolhimento de lixo, que não coincidissem com os horários de grande fluxo de veículos?

Vamos aguardar e ver.

Nota da Redação: este espaço está aberto para que a EPTC e demais órgãos da prefeitura possam se manifestar sobre as alterações.
Depois dist houve uma reunião para esclerecimento, mas a EPTC não compareceu.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Projeto pela Revitalização da Independência

10 de junho de 2010 Zero Hora- ZH Moinhos

MUDANÇAS NA INDEPENDÊNCIA


Movimento projeta uma nova avenidaUma ideia que veio da comunidade pode mudar a cara da Avenida Independência. Apesar de ainda estar em desenvolvimento, a proposta já apresenta intenções e conceitos para a avenida e arredores (confira no gráfico ao lado). O projeto deve melhorar e vitalizar o espaço público, instalando bancos, lixeiras e postes, entre outros móveis urbanos. Tudo irá seguir um padrão e formar um conjunto, zoneando atividades ou propondo um redesenho urbano.

Iniciativa do Movimento Reviver Independência, que reúne moradores interessados em valorizar o bairro, o projeto de reurbanização é planejado por arquitetas da região. Uma das responsáveis, a arquiteta Taís Lagranha Machado, da Urbana Arquitetura, lembra que foi feito um levantamento inicial das necessidades e que as ideias não são definitivas:

– Fizemos um estudo de referências, pesquisamos projetos semelhantes, conceitos e estratégias arquitetônicas, como Zaanstad, na Holanda, Madrid Rio, em Madri, The High Line, em Nova York, Prags Boulevard, em Copenhagen, Leblon, no Rio de Janeiro e Vila do Conde, em Portugal.

O anteprojeto foi apresentado pelas arquitetas no início de maio. De acordo com a agente da Secretaria Municipal de Coordenação Política e Governança Local (SMGL), Vânia Brito, responsável por intermediar o contato da comunidade com os órgãos municipais, após uma nova reunião serão buscadas parcerias, tanto na prefeitura quanto na iniciativa privada:

– Ainda não há uma data marcada, mas a reunião será em junho. Discutiremos novamente o projeto, que estará mais completo. Convidaremos os moradores e representantes das associações, além das secretarias envolvidas.

Marilia Cardoso, integrante do movimento Reviver Independência e blogueira do ZH Moinhos, diz que o próximo passo é conseguir enviar o projeto para a prefeitura.

– É preciso a aprovação das secretarias _ afirma.



Caderno ZH Moinhos do dia 10/06/2010

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Movimento pede atenção à Avenida Independência

Revitalização da Avenida Independência


29 de janeiro de 2010 por Silvana Losekann


Moradores se unem para mudar a via, iniciativa elogiada por autoridades da área da Cultura.

Um movimento pretende transformar a Avenida Independência em um eixo cultural da Capital. Com uma série de iniciativas, a proposta pretende dar um novo perfil a uma das mais importantes vias da cidade.

Entre as propostas sugeridas pelo Movimento Reviver Independência estão a restauração de prédios, a busca por segurança, projetos paisagísticos e ações culturais.

A união dos moradores é destacada pelas autoridades envolvidas na iniciativa como essencial para que a ideia vingue.

– As grandes coisas ocorrem em Porto Alegre quando há alguém com vontade. A iniciativa é muito boa, e buscaremos contribuir – definiu o coordenador da Memória Cultural do município, Luiz Antônio Custódio.

O Movimento Reviver Independência conseguiu reunir o apoio dos setores relacionados ao patrimônio histórico da cidade. A presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural, Rita Chang, celebrou a organização dos participantes:

– Acho que tem futuro, já que as pessoas estão se mobilizando. Não adianta se preocupar com o futuro do planeta se não houver preocupação com a sua calçada.

Reuniões com autoridades já foram realizadas para dar andamento ao projeto. Ao mesmo tempo, outras iniciativas focalizam a Independência neste ano. Ainda em 2010, deve ser lançado um livro sobre a avenida, de autoria de Carlos Augusto Bissón, que escreveu a obra Moinhos de Vento – Histórias de um Bairro de Porto Alegre.

este artigo está no http://www.defender.org.br/