sexta-feira, 16 de abril de 2010

Cantando com o coração.


. Dia 1° de abril: finalmente as pessoas estão esquecendo os trotes e de chamar este dia, de “Dia da Mentira”, pois foi nesse dia, às 18:30 , que o Museu da História da Medicina, abriu suas portas a comunidade para a apresentação de Angela Diel e Fernando Cordella . Angela, natural de Cruzeiro do Sul, viajou pelo mundo como solista em óperas, oratórios, cantatas e obras sinfônicas. Poder-se-ia dizer que é mezzo-soprano, poder-se-ia dizer que já ganhou diversos prêmios, mas o mais importante é o momento que ela nos hipnotiza com sua voz. Acompanhada por Fernando Cordella , cravista e dedicado ao estudo das músicas dos séculos XVII e XVIII, Cordella fala destas composições como se tivesse vivido de fato estes momentos. Quando fala de uma composição que foi feita para ser apresentada ao Rei Luis XIV e sua corte , nosso pensamento corre para Versailles e para aquele tempo.
Graça e beleza nas interpretações das obras de Lambert, Frescobaldi, Stradella, Scarlatti, Caldara, Bach, Handel e Mozart.
Descontração e conhecimento, quando Angela e Cordella contam sobre suas carreiras e sobre as obras que interpretam.
Os Saraus Líricos acontecem na 1ª quinta-feira de cada mês dentro do projeto Quintas no Museu, com apoio da Associação Gaúcha de Cultura Musical, e do mantenedor do MUHM, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul.
Dia 1° de abril foi o Dia da Verdade, pois Angela cantou com o coração.

segunda-feira, 12 de abril de 2010


Educação com um regente

8 de março de 2010 Blog ZH Moinhos

Por Marília Costa Cardoso

Costumo dizer: “Criança que aprende música, aprende limites, aprende que, para bem viver, precisa obedecer ao ‘maestro’.” Por meio da música, interagimos, construímos e transformamos a nossa aprendizagem. Utilizada como recurso, facilita o desenvolvimento da linguagem em suas mais variadas formas, no desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático, servindo de estímulo ao aspecto perceptivo-motor e socioemocional. E toda essa experiência levaremos para nossa vida.
Angela Diel sabe bem disso e resolveu abraçar a todas as crianças, para que, juntas, cantem com ela. Este é o grande papel da Casa da Música (Rua Gonçalo de Carvalho, 22, bairro Independência), oferecer às crianças os Encontros Musicais, que têm como objetivo a construção do conhecimento musical em atividades lúdicas nas quais as crianças poderão cantar, tocar, improvisar, compor, registrar e ouvir música.
Esses Encontros Musicais na Casa da Música serão às terças-feiras, das 10h às 11h, ou às quintas-feiras, das 10h30min às 11h30min, para crianças a partir dos quatro anos.
Grande destaque também para a criação do Coro Infantil Casa da Música, com crianças a partir dos seis anos. Serão 30 crianças. Leve seu filho, em 13 de março, às 14h, para os ensaios do Coro Infantil Casa da Música e você vai se surpreender. Regência e preparação com a profressora Carla Lopardo.

> Informações: casadamusicapoa@hotmail.com

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Teatro aos Sábados




O Teatro aos Sábados é uma oficina de Teatro, que aos sábados reúne um grupo de jovens para a prática do:
-Desenvolvimento básico da expressão corporal e do jogo teatral.
-Prática de exercícios de desinibição, integração e coletividade.
-Desenvolvimento da criatividade e da expressividade através do desenvolvimento de brincadeiras e cenas teatrais.
Este curso, conta com a orientação de Zé Adão Barbosa, e acontece na Casa de Teatro , Rua Garibaldi 853 .
Os jovens, no final destes encontros, participarão de uma pequena
apresentação como conclusão do curso.
Este acontece das 12h às 15h (16 encontros – 48 horas/aula)
Todos os sábados
de 13 de março a 10 de julho de 2010

Informações - Fone: (51) 3029.9292

Querem ver os jovens ficarem felizes? Pergunte a eles qual o dia da estréia... Todos vibram e batem palmas.
Parabéns jovens e sucesso na estréia!
Um jovem abraço
Aniversário de Porto Alegre




31 de março de 2010 ZH Moinhos

Por Marília Costa Cardoso

No aniversário de Porto Alegre, saí com a máquina pronta para captar o que, na Independência, mais lembrava estes 238 anos da cidade.

Na esquina da Rua Barros Cassal, um grupo de universitários estava recolhendo donativos no chamado trote solidário. Não tinha nada para doar, então resolvi tirar uma foto deles. Mesmo cansados, eles ficaram animados com o momento, que ficaria gravado na memória destes jovens.

Perguntei da faculdade que eles cursariam: Engenharia da UFRGS. E uma das moças completou:

- Engenharia de Minas. Vamos lutar pelo pré sal!

Todos prontos para a foto e eu digo uma frase que marcou minha época:

- O Petróleo é nosso!

O que mostra que mudaram os rostos, mas a luta continua a mesma.
Essa é uma das caras de Porto Alegre que sempre gostaríamos de mostrar: jovens sadios, educados, esforçados e lutando.

Com o abraço desse grupo de universitários que representam os jovens estudantes de nossa cidade, fica, de presente pelo aniversário, algo importante que a cidade precisa muito: esperança.


Dione Henrique diz:

São os meus bixos!!! HAHAHAHA


Natália Sanco diz:

É meu irmão! Que lindo!


Abraço a todos e sucesso! Marilia
O Berço de Porto Alegre-
Aniversário de Porto Alegre

Por Marília Costa Cardoso

No dia do aniversário de Porto Alegre (26 de março), nada melhor que sair e olhar esta cidade. Olhar seus habitantes, suas residências, seus hábitos, seus costumes, suas características, as heranças que ficaram dos portugueses, espanhóis, italianos, alemães, franceses.

Caminho pela Avenida Independência lembrando seu tempo de fausto. Parece que ouço o bonde… Caminho pela Independência lembrando as pensões para os estudantes, o Bar Líder, a PUCRS. É uma caminhada de saudade! Mas, nesse caminho, algo chama minha atenção. Um prédio, um dos mais conservados, e que marcou não só uma época, mas ainda marca: Hospital Beneficência Portuguesa.

Nesse prédio, onde, nos áureos tempos, funcionava a Beneficência Portuguesa, muitas das pessoas importantes desta cidade choraram pela primeira vez. Esse era o Hospital Maternidade mais conhecido e conceituado. E, por acaso, ou mão do destino, hoje o diretor do Museu de História da Medicina, que ocupa a parte antiga do prédio, nasceu ali. Chorou ali pela primeira vez, mas hoje sorri por ver esse trabalho reconhecido e poder ajudar a preservar este prédio que conta não só a história de Everton Quevedo, mas a de muitos outros porto-alegrenses ilustres.

E nessa caminhada, olhando para esse hospital e seus “acasos”, Carlos Augusto Bissón, também lá, abriu pela primeira vez seus olhos e gostou tanto que, hoje, coloca em livro a História da Independência.

Assim, neste aniversário de Porto Alegre, é bom lembrar todos aqueles que, um dia, choraram e sorriram nestes pequeninos berços do Hospital Beneficência Portuguesa.



Postado em 5 de abril de 2010 no ZH Moinhos por Marilia Costa Cardoso
Fotos - arquivo particular


Neste dia de Festa Carlos Augusto Bissón diz:

"Feliz Aniversário meu Porto Alegre, cidade onde nasce e vive gente que tem independência"


Everton Quevedo diz:

O Museu está a disposição da comunidade!


Obrigado amigos e Parabéns Porto Alegre, pois apesar de tudo continuas a ser Valorosa.

Marilia Cardoso

quarta-feira, 7 de abril de 2010






























Aquela praça… Aquele banco…
26 de março de 2010


Por Marília Costa Cardoso

O significado de praça, no dicionário, não tem nada a ver com a realidade. O dicionário mostra a ideia clássica de praça: largo espaço, descoberto, para onde convergem várias ruas.
A realidade: espaço aberto, que foi se modificando com o tempo e, assim, ficou difícil de manter as características do lugar vivido por uma oletividade. Talvez por isso, a praça é lembrada em versos e prosas com um certo tom de nostalgia, algo quase triste ou misterioso:

“Num banco de praça
a sombra de um velho assombra
o vento que passa.” (Luciano Maia)

E se falarmos em uma determinada praça, a Dom Sebastião? O que poderemos dizer dela?
Nesta onda nostálgica, podemos falar de cochichos, promessas, gritos de crianças, de alunos do colégio Rosário brincando no início e no final das aulas, nos namoricos dos universitários e nos trotes dos calouros.
E o que mais conta esta praça?


Os monumentos que lá estão contam a história de nossa cidade e embelezam esta praça. Quatro estátuas de mármore de origem portuguesa personificando os grandes rios Cahy, Gravatahy, Sinos e Jacuhy, que jogam sua água na da Bacia do Guaíba.
Na esquina das ruas Sarmento Leite e Irmão José Otão foi instalado um grande monumento em concreto, com painéis de ferro vazado de autoria do escultor Francisco Stockinger, com temática regionalista estilizada. Há também monumentos em homenagem a Fernando Ferrari, ao Irmão Weibert, aos irmãos maristas que fundaram o Colégio Rosário.
Em seu entorno, encontram-se alguns importantes prédios históricos da capital gaúcha, como a Igreja da Conceição, a Beneficência Portuguesa e o Colégio do Rosário.
Este espaço recebeu a denominação de Praça Dom Sebastião, em1884, em homenagem ao bispo Dom Sebastião Dias Laranjeira, segundo Bispo de Porto Alegre.

“Vou-me embora desta praça
Estou em lágrimas. Não posso mais ver” (William Vicente Borges)

É exatamente isto que sinto… lágrimas de dor, pelos descaso e abandono dessa importante praça de Porto Alegre. Suas estátuas tão famosas, jogando as águas dos rios no Guaíba, estão secas. Não há mais fontes, nem chafariz, seus canteiros viraram depósito de sujeira e temos que cuidar para não pisar em fezes, de cachorrinhos e gente. A grama e os canteiros, tão organizados, hoje são lugares de secar roupa de mendigos. As estátuas de mármore de Carrara já foram vandalizadas repetidas vezes e estão em mau estado de conservação, pondo a perder, talvez, o único conjunto remanescente do século 19 de estatuária pública em mármore na cidade.

Os monumentos de Francisco Stockinger, pichados, servem para pendurar e secar roupas dos mendigos. Nos recantos com bancos, não podemos entrar , pois são “propriedade” dos moradores que lá dormem. O Colégio Rosário adotou a praça em 2006, e sua obrigação seria a de cuidar da limpeza. Mas como? O próprio Colégio mantém guardas e vigilantes, pois nessa praça seguidamente os alunos eram assaltados. Nos fins de semana, com o colégio fechado, não podemos circular por ali.



















Este marco histórico é que vamos mostrar em 2014? Marco da vergonha, sujeira, insegurança e descaso?
Pedimos para que as autoridades olhem esta praça.
Este é um marco histórico da Independência, da história dos gaúchos, que não podemos perder.

“A mesma praça, o mesmo banco,
as mesmas flores? e o mesmo jardim?
Tudo é igual? Estou triste!!!..."


Blog ZH Moinhos-26/março de 2010

quarta-feira, 10 de março de 2010

A Ruína da Antiga Casa dos Möller
Um muro sujo e tapado de cartazes esconde o que o engenheiro mecânico Jorge Alcides Möller Flores Soares, 71 anos, não quer ver: a queda da casa dos Möller. A mansão, situada na Avenida Independência, 1.183, perto da esquina com a Rua Ramiro Barcelos, foi saqueada e depredada ao longo dos últimos anos. Evitá-la ajuda o engenheiro a manter intactas suas recordações:

– Nos últimos 10 anos, depois que começou a depredação, nunca mais entrei. É para guardar a lembrança da vida de príncipe que nós levamos na casa de minha avó.

Quem passa pela calçada da Independência não imagina que atrás daquele muro, no terreno de 3 mil metros quadrados, ocorriam festanças de cinco em cinco anos. Era quando Adolfina Möller, avó de Flores, completava idade múltipla de cinco. Um restaurante situado em cima da Renner da Doutor Flores com a Otávio Rocha fechava para realizar, no casarão, o jantar naquelas datas. A festa era completada com apresentações do pianista Herbert Gehr.

A propriedade, na verdade duas casas geminadas construídas pelo empreendedor alemão Henrique Theodoro Möller (pai de Adolfina) entre 1907 e 1910, se espalhava pelo quarteirão. A saída pela Ramiro, hoje um estacionamento, era uma garagem sobre a qual morava o tio de Margot Lucy Möller, mãe de Flores.

Da garagem, partia o primeiro Cadillac rabo de peixe da cidade – garante o engenheiro. Do outro lado da rua havia uma saída para a Castro Alves, que na década de 50 foi fechada com a construção de uma casa.

A vida de príncipe de Flores durou de 1938, quando nasceu, a 1964, data em que deixou a residência para casar com Heloisa e estabelecer-se na Rua Felipe Camarão. Sete anos depois, Adolfina fez sua última festa. Morreu aos 93 anos.

Um vitrô de 40 metros quadrados

Faz um tempo que a casa deixou de ser base para assaltantes. As depredações eram assistidas das janelas da vizinhança. Tudo que restou foi pilhado ou destruído, desde portas até um vitrô de “uns 40 metros quadrados”, segundo Flores.

Desde abril, uma empresa contratada pela família mantém cães de guarda no local. O estacionamento serve mais para dar segurança e utilidade à área do que para render financeiramente, conforme Flores.

Com as depredações freadas, a missão de instalar o Condado de Kiel (veja quadro) pode ser retomada. O plano é fechar negócio nos próximos meses. É o que esperam os cinco filhos e os 18 compradores de unidades da torre residencial da Encol. E é quando Flores poderá voltar a visitar o lugar onde passou quase um terço de sua vida.
ANDRÉ MAGS
andre.mags@zerohora.com.br
MEMÓRIA
Condado de Kiel

Mansão que ocupa terreno na venida Independência , foi palco de grandes festas da matriarca da família nos anos 1950.
Em 1995, Margot, viúva desde 1977, fez aos cinco filhos um pedido para que homenageassem o avô com a construção de um conjunto comercial na casa. Ela morreu em 1995. Desde então, os Flores Soares têm a missão de batizar o conjunto comercial de Condado de Kiel – região do norte da Alemanha onde nasceu H. T. Möller. Ainda em 1995 começaram as obras e, em 1996, uma edição da Casa Cor ocupou o casarão. No entanto, a empreendedora Encol, responsável pelo empreendimento, faliu no meio do caminho. Começava a queda da casa dos Mölle
ANDRÉ MAGS
andre.mags@zerohora.com.br