domingo, 26 de abril de 2009

Realidade atual

A praça Dom Sebastião - atualmente

Esta praça, como conta sua história, deveria ser linda, florida, com cascatas, estátuas e chafarizes com águas coloridas e diversos monumentos importantes.
Infelizmente não é isto que vemos ao chegar a esta praça: todas quatro estátuas já foram vandalizadas repetidas vezes e estão em mau estado de conservação, (apesar de já terem sido restauradas), o chafariz está seco, as esculturas de Chico Stockinger completamente pichadas e em péssimo estado de conservação, os bancos são camas dos sem teto e o playground só serve a eles, para “guardar” os seus pertences. Apesar da beleza da praça, é perigoso visitá-la, pois até os alunos do Rosário, com toda a vigilância, são assaltados.
Um turista que ali chegar com uma máquina fotográfica, fatalmente será furtado. E é nesta praça, devido a toda sua história, que tentamos começar nosso processo de revitalização da história de Porto Alegre, mas vendo o descaso compreendemos que nem todos pensam assim... Se não tivermos uma história, seremos ninguém... Mas por enquanto nossa história está como esta praça: sem raízes, como estas árvores em canteiros secos; em placas que depredadas ou roubadas, como nossa vida atual; como placas de homenagens que atualmente nada contam além da ignorância; em monumentos que nada valem, pois não são respeitados nem os homenageados, nem nossos artistas, e principalmente perigosa pois assaltantes ali se encontram a espreita dos descuidados, perigosas pois a céu aberto eles fazem suas necessidades nos passeios e um passo errado é um sapato sujo e bem sujo... Vendo a história de Dom Sebastião homem forte e vencedor, nos inspiramos para este trabalho, mas se a idéia é de que nada vale a pena vamos trocar o nome da praça, pois ele não merece esta humilhação.

Imagem de Dom Sebastião

Dom Sebastião Dias Laranjeira

Conheça Dom Sebastião Dias Laranjeira

Dom Sebastião Dias Laranjeira
Nasceu em 20 de janeiro de 1822, em Ubamonas, freguesia de Palmas de Monte Alto, na Bahia. Seus pais, para dar ao filho uma boa educação, o enviaram a cidade de Cachoeira, a margem do Rio Paraguassú, a fim de ali começar seus estudos.
Logo ingressou no Seminário da Bahia, onde aos 23 anos de idade saiu ordenado sacerdote. Estudou em Roma e Paris. Em 1860, cinco dias antes de receber a láurea do doutorado, foi nomeado Bispo de São Pedro do Rio Grande do Sul.
A chegada de Dom Sebastião no Rio Grande do Sul foi cercada de festa, começando pela cidade de Rio Grande. Em Porto Alegre chegou, aos 28 de julho de 1861, cercado pelas autoridades e pelo povo. O primeiro ato do bispo foi rezar diante do túmulo de seu antecessor, Dom Feliciano.
Dom Sebastião era Lazarista, isto é, da Congregação Vicentina fundada junto à igreja de São Lázaro, em Paris, cujo carisma era precisamente a formação sacerdotal.
Dom Sebastião se lançou inteiramente na construção do novo seminário. Era o grande prédio que hoje ainda serve de Cúria e Residência Episcopal, em Porto Alegre, na rua Espírito Santo.
O Bispo Laranjeira tinha um caráter firme, decidido e corajoso. Sua vida foi pautada por decisões e posicionamentos sempre claros. Destacou-se muito no combate à escravatura. Embora sempre muito doente, estava convicto de que não partiria sem ver a libertação dos escravos. Pois, foi o que aconteceu, noventa dias depois da abolição da escravatura, no dia 13 de agosto de 1888, Dom Sebastião entregava sua alma a Deus. Morreu com certa fama de santidade.
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Sebasti%C3%A3o_Dias_Laranjeira"

A Beleza da Deusa do Rio Cai

Esta estátua representa o Rio Cai despejando suas águas no Guaiba

As Estatuas Já Foram Assim

Cada estátua despejando suas águas para formar o Guaiba

Este era o Primeiro Projeto




Praça Dom Sebastião

A Praça Dom Sebastião é uma praça na cidade de Poto Alegre, RS. Seus limites são ao norte a avenida Independência, a leste a travessa Dom Sebastião, ao sul a rua Irmão José Otão e a oeste a rua Sarmento Leite.
A primeira referência ao local se encontra em 1847 no requerimento da Irmandade de Nossa Senhora da Conceição pedindo que fosse fixado o alinhamento da sua futura igreja, e ao mesmo tempo solicitava que fosse demarcada a praça que já dizia existir entre as ruas do Barbosa (Barros Cassal) e da Brigadeira (avenida Conceição).
Com a construção da Igreja da Conceição a partir de1851, o logradouro passou a ser conhecido como Praça da Conceição, nome reconhecido oficialmente em 20 de outubro de 1857. Em 1863 Antônio Mariante ofereceu-se para arborizá-la, plantando paineiras. Em 28 de outubro de 1884 teve seu nome alterado para Praça Dom Sebastião.
Em 1935 a Praça foi totalmente remodelada, sendo ajardinada em um padrão geométrico e recebendo uma fonte luminosa e cascatas artificiais, onde se colocaram as quatro estátuas de mármore de origem portuguesa personificando os grandes rios da Bacia do Guaíba: Cahy, Gravatahy, Sino e Jacuhy (conforme a grafia antiga na sua base). Na década de 90 as cascatas foram desmontadas e aterradas, e as estátuas foram reinstaladas e um novo chafariz luminoso criado no centro da Praça. Em seu entorno se encontram alguns importantes prédios históricos da capital gaúcha, como a Igreja da Conceição, a Beneficência Portuguesa e o Colégio do Rosário.
Adotada pelo Colégio Rosário, a Praça Dom Sebastião ocupa uma área 4.760m² e conta com bancos, espelho d’água, lixeiras e playground, e ainda o Painel da Conceição, do escultor Chico Stockinger, e pelos monumentos em homenagem a Fernando Ferrari, ao Irmão Weibert, aos irmãos maristas que fundaram o Colégio Rosário e ao Sesqui Centenário da Independência.

Referências
Franco, Sérgio da Costa. Guia Histórico de Porto Alegre. Porto Alegre: Editora da Universidade (UFRGS) / Prefeitura Municipal, 1988.